Este espaço, apesar de raramente ser atualizado, em quatro anos de existência teve 116.528 acessos ao seu conteúdo, o que equivale a mais de 29 mil acessos por ano.


Para o desespero de alguns, eu sou lido. Aliás, ouso dizer que tenho mais público em um blog adormecido do que muito “mestre” que diuturnamente escreve alguma coisa em seus espaços virtuais.

O que pode causar estranheza é que este blog só tenha 18 seguidores registrados. Mas isto se explica: muita gente tem medo de ser “visto” por aqui, já que para este bando travestido de umbandistas que continuam, à socapa, iludindo uma plêiade de incautos, usando o Sagrado Nome da Umbanda para manter suas camas aquecidas além de estarem, a olhos vistos, enriquecendo, como bons vendilhões que são, não querem suas ovelhinhas lendo o “Velho Ubajara”.

Não faz muito tempo tive o prazer de ler um sujeito de Brasília dizendo que iria me processar por eu ter noticiado aqui, sem citar nomes, que determinado seguidor de Rivas Neto havia debandado e corrido ao Rio de Janeiro atrás de outro Mestre. O post com a ameaça de processo era de junho/2011 e até o momento, nada.

Não é novidade que muita gente de “alto coturno” da OICD tem deixado a instituição por livre e espontânea vontade ou, simplesmente, colocado para correr como foi o recente caso envolvendo o o tocador de tambor oficial daquela instituição, o William de Ayrá, com direito à baixarias, acusações de pedofilia e tudo mais.

Mas não se assustem: o Sr. Paulo Fornari acusa William de pedofilia, o chama de bandido (sem prova factível, diga-se de passagem), mas mesmo depois disto os dois estão amiguinhos, trocando amabilidades pelo Facebook.

O impressionante mesmo é que com tantos escândalos, com tantos nomes importantes se desvinculando da OICD, ainda temos gente com “berço”, pessoas formadas, intelectualizadas, cultas, que não conseguem enxergar um palmo à frente dos seus narizes. O que a OICD hoje faz é tudo, menos Umbanda.


Recebo, quase que diariamente, relatos que deixariam qualquer rum boquiaberto. Por questões legais, não posso divulgar todas as histórias que chegam até à mim, visto que pela legislação penal brasileira o crime de difamação se configura MESMO QUE O FATO SEJA VERDADEIRO.

Aproveitando, quero responder, de forma pública, às várias perguntas do motivo de eu não atualizar mais o blog constantemente: fato é que eu cansei de dar “murro em ponta de faca”. Por mais que algumas verdades sejam expostas, por mais que qualquer pessoa, que não tenha algum retardo mental, possa parar e pensar que as coisas não estão como deveriam ser no chamado “Movimento Umbandista”, mais particularmente ao que diz respeito ao Legado de Matta e Silva, a grande maioria escolheu ser enganada, viver de ilusões, de fazer das Entidades “gênios da lâmpada”.

Nossos Terreiros não estão diferentes das igrejas pentecostais: o que temos são milhares de pessoas que buscam a Umbanda em troca de favores pessoais, do “milagre”, da resolução do seu “causo”. Uma multidão que se enquadra perfeitamente na terceira lágrima de Pai Preto.


Em resumo, se a maioria quer continuar sendo enganada, servindo de PASTO para “mestres” que se aproveitam desta condição para “ordenhar o sangue branco” de seus discípulos ou “troca de àsé” através de sexo tântrico, que seja.

Se alguns homens acham natural e até mesmo engraçado, que “exus” “encoxem” suas mulheres e digam que elas devem “dar” para o “cavalo” para poder trocar o tal “àsé”, que seja. Idem para reuniões fechadas e “ritos especiais” onde somente as mulheres mais bonitas e desejáveis são sistematicamente requisitadas.

Se esta é a “umbanda” que muitos querem seguir, que seja. Na verdade, no fundo, quem se sujeita a este tipo de coisa não é enganado e sim conivente, gente da mesma laia.


Até outro dia.

Manah, Àsé e Bençãos.

Ricardo Machado
Mestre Ubajara

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