A cada dia que passa tenho de concordar com alguns autores, dentre eles o tal Rivas Neto, de que o movimento umbandista (não a Umbanda) é algo cíclico. Impressiona como tudo é igual, apesar da passagem dos anos.

Tenho acompanhado o caso “William de Ayrá x OICD” e para quem não sabe do que se trata, darei um pequeno resumo:

William de Ayrá, Obashanan, Yan Kaô, ou seja lá quantas alcunhas este cidadão tenha, atende pelo nome civil de William do Carmo Oliveira e por muitos anos foi uma espécie de “pit bull” da OICD e do seu mestre Rivas Neto.

Não faz muito tempo, Yan Kaô se desligou (ou foi expulso, não se sabe ao certo) da OICD e desde então começaram as denúncias, por parte daqueles que ainda se mantêm fiéis ao Rivas Neto, de traição, falcatruas, falsidade ideológica e, até mesmo, de acordo com o Sr. Paulo Fornari (que foi advogado de William do Carmo em uma ação contra o finado José Roberto Pereira, o BK, processo no qual auxiliei este último e foi muito fácil de encerrar) de pedofilia e estupro presumido, conforme podemos ver no “print screen” abaixo:

Como podem ver, as acusações que pesam sobre William de Ayrá, vulgo “Mestre Obashanan” são graves, porém não existe um só procedimento investigativo policial contra o mesmo, no que pese estas sérias denúncias partirem de um advogado registrado na OAB-SP.

No que pese o “doutro causídico” ter sido, por algum tempo, procurador de William, isto não foi óbice para que ele viesse a uma rede social como o Facebook denunciá-lo publicamente por pedofilia, portanto não deve haver nenhum impedimento para que ele, como cidadão honesto que é, publique as PROVAS que tem contra Obashanan ou, no mínimo, as apresente a autoridade policial competente para as providências cabíveis.

Não se assustem.

Estou defendendo meu desafeto de anos, não por que deixou de sê-lo, mas porque acho de uma tremenda covardia (para não falar BABAQUICE) homens e mulheres já com uma certa idade, profissionais liberais, que se dizem religiosos, ficarem em redes sociais acusando sem apresentar provas. Sigo a máxima de Thomas Paine: “

“Quem quer garantir a própria liberdade, deve preservar da opressão até o inimigo; pois, se fugir a esse dever, estará a estabelecer um precedente que até a ele próprio há-de atingir.”

O que hoje estão fazendo com William do Carmo foi o mesmo que fizeram comigo há anos atrás, com a ajuda de uma curriola que se autodenominava “GAU – Grupo de Amigos da Umbanda”, com acusações infundadas, que jamais vieram acompanhadas de uma prova sequer.

O tal “Mestre Obashanan” continua sendo meu inimigo: não gosto dele e a recíproca é verdadeira. 

Com certeza o que vem acontecendo com ele pode ser considerado por mim como “Justiça Poética”, já que ele mesmo foi um dos muitos que não perderam oportunidades para espalhar calúnias e mentiras ao meu respeito, usando os mesmos argumentos que hoje seus algozes usam: respeito a “raiz”, ao “mestre arapiaga” (que está mais para arapiada e que ele considerava um deus na terra…) e todas as bobagens que hoje, seus ex-irmãos de terreiro usam contra ele.

No entanto, eu não faço parte da curriola e meus padrões morais e de justiça são bem mais elevados do que desta corja. Portanto, se estas pessoas são corajosas o suficiente para virem a público acusar William do Carmo Oliveira de CRIMES tão sérios, que sejam igualmente valentes para apresentarem PROVAS de que ele cometeu estes atos.

Ser valente e justiceiro atrás de uma teclado é muito fácil. Aliás, é como COVARDES tem agido desde que a internet se fez popular. Lembro que quando era alvo da sanha desta corja, várias vezes desafiei esta cambada em vir até à mim pessoalmente, ao invés de ficaram com ameaças anônimas via telefone e emails, além das fofocas no meio virtual e, até hoje, 12 anos depois, nenhum “justiceiro da umbanda” teve culhões para me encarar.

Pois é, Obashanan: continuamos desafetos, inimigos jurados, porém tento aqui defendê-lo da opressão para não estabelecer precedentes. 

Meu “troco” para você foi ter acabado com aquele processo criminal que moveu contra o BK mais rápido do que você e o Fornari conseguiram distribuí-lo. É… o tal “Dr. Pintudo”, que meu finado amigo JRP sempre mencionava em seus podcasts e blogs, SOU EU. Aliás, livrei BK da sanha dos inimigos por mais de uma vez, inclusive da sua.

No entanto, não me perguntem se acredito na sua inocência, porque pelas coisas que sei que aconteceram nos, digamos, bastidores, não posso dizer que desacredito de alguma coisa.

Porém, até que se comprovem as denúncias, até que exista uma sentença transitada em julgado dizendo que é culpado, continuarei dando a você o benefício da dúvida e o considerando inocente, coisa que você e outros não tiveram a DIGNIDADE de fazer comigo.

Este tipo de atitude, caro Yan Kaô, que separa os que são, COMO EU, VERDADEIROS MESTRES DA RAIZ DE PAI DE GUINÉ D’ANGOLA, de quem, como um dia você escreveu se referindo a mim, deseja ser. 
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