O dicionário Houaiss define a palavra “catarse”, dentre outras, como “expulsão ou purgação daquilo que é estranho à essência ou à natureza de um ser e que, por esta razão, o corrompe“.

Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama.


Ainda segundo o filósofo grego, se um homem bom passa da má para a boa fortuna, nós não sentiremos terror; se um homem bom passa da boa para a má fortuna, nós ficamos com pena, e não sentimos compaixão nem terror; se um homem mau passar da boa para a má fortuna, nós ficamos felizes da vida; e se um homem mau passar da má para a boa fortuna, nós sentimos repugnância.

É o que vem acontecendo neste nosso “meio umbandista”.

Na semana que se passou, duas importantes “baixas” (ou seriam deserções?) ocorreram em uma importante terreiro umbandista de São Paulo, sendo que em  pelo menos um destes eventos o outrora “cardeal” (físico, perito criminal…) foi bater às portas do antigo Pai Pequeno da TUO, no Rio de Janeiro, dizendo estar com a vida “envolta em trevas”.

Aliás, lembro-me de uma ocasião em que conversei com este sujeito ao telefone (tenho a gravação) e o mesmo se referiu à este Mestre ao qual, agora, foi “bater cabeça”, como “bêbado desqualificado”, o que torna a “catarse” mais interessante ainda. 

Em relação ao outro “cardeal” que debandou, médico neurologista, que há anos estava em evidência na “corte”, rompeu com o “mestre” que seguiu e defendeu cegamente por anos. Deste não se tem notícias de que tenha procurado alguém em desespero, mas sabemos, por outras histórias, que romper com determinadas pessoas e instituições não é coisa muito fácil.

A saída destas duas figuras é emblemática e, diferente do que nosso “amigo” João Carneiro tem o hábito de propagandear aos quatro cantos do mundo, tal notícia nada tem de alvissareira para a(s) instituição(ões) da(s) qual(is) faziam parte. Pelo contrário, é sinal de que  a “lei da gravidade” começa a fazer efeito (tudo que sobe, desce) e que a queda do “império” está próxima.

O que ainda não sabemos é se o “modus operandi” padrão neste tipo de situação será acionado, ou seja, justificar qualquer deserção das fileiras com falsas acusações de desfalques financeiros, má conduta moral e por ai vai. 

Acredito que não, visto a importância destas pessoas no passado dentro do esquema “iniciático” e, por óbvio, que por suas posições dentro do contexto social, qualquer tipo de calúnia e/ou difamação que por ventura ocorresse se transformaria, com certeza, em processos, exposição pública e, consequentemente, propaganda extremamente negativa.

Há de se esperar, no entanto, que outros debandem, que mais alguns, inclusive os “cardeais”, fiquem livres da cegueira espiritual que os acomete e passem a enxergar que longe de estar frequentando um terreiro de Umbanda, estão envoltos nas garras dos mais solertes KIUMBAS.

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