Esta é uma daquelas histórias tão escabrosas, tão sem noção, que tenho certeza de quem a ler achará que é invencionice da minha parte. Na verdade, ao ouvir o relato eu mesmo duvidei, mas busquei outras fontes e confirmei a veracidade.

Conta-se que determinado casal, de classe média alta, procurou um terreiro de “Umbanda Esotérica” no interior de São Paulo e lá foi direcionado à outro terreiro na Capital paulista.

Lá chegando foram consultados pelo “babá”, que disse que a mulher deveria passar por um ritual especial, com um tal “toque tântrico”, já que estava obsediada por um “elemental” que após o ritual se manifestaria de forma física. 

Assim semana após semana, o jovem casal se dirigiu ao tal terreiro para que a mulher passasse pelo tal ritual de “toque tântrico” e ficasse livre da obsessão.

Passado o tempo e nada do tal “elemental” se manifestar no plano físico, o varão começou a questionar a eficácia do tal “toque tântrico” e na sessão seguinte, um pássaro saiu voando “do nada” nas dependências do tal terreiro. O sujeito então entre em êxtase e sai gritando ter presenciado a “manifestação física do astral”, enquanto a sua linda e jovem mulher era sujeitada aos “toques tântricos” do tal “babá”.

Como a farsa não podia mais perdurar, já que o “passarinho-elemental” já havia escapado por algum orifício da “vítima”, não havia razões para as tais sessões de “toque tântrico” e se dispensou a paciente.

Empolgado, o varão foi ter com a sua esposa que, em surpreendente sinceridade, informou ao incrédulo esposo que as tais sessões tinha mais do que “toques tântricos” e que coisas mais rígidas do que o tal “elemental”, de “carne, músculos e veias” adentravam seu ser. Algo do tipo “um passarinho saiu mas um outro entrou e saiu várias vezes”.

O pobre cornudo (perdoem o coloquialismo) então colocou a boca no trombone,  mas logo foi contido não somente pelas ameaças de “força de encruza” da parte do tal “babá”, mas principalmente pela incredulidade das pessoas quanto ao fato.

Não podemos encerrar esta postagem sem comentar sobre a ingenuidade do pobre marido, da falta de dignidade e amor próprio da esposa e, principalmente, da falta de caráter do tal “babá” que, pelo que sabe, é useiro e vezeiro em coisas deste tipo.

Há anos venho alertando para o estado de coisas em que se transformou a Umbanda, em como estamos “ladeira à baixo”. Mas as pessoas são crédulas demais ou, pior, covarde demais para admitirem estar seguindo falsos profetas e falsas doutrinas. 

O endeusamento às figuras de alguns “babás”, com suas histórias inverossímeis, auto-afirmação como “antigos condutores da raça humana” são verdadeiros “cantos das sereias” aos ouvidos dos incautos. Mas, como milagres são raros, os surdos continuaram sem ouvir e os cegos sem enxergar.
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