Quanto mais estudo religiões mais me convenço que os religiosos, em sua grande maioria, são idiotas fanáticos que desvirtuam completamente os ensinamentos de sua própria Fé. E isto ocorre em todos os movimentos religiosos, até mesmo naqueles onde o que se esperaria a mais monástica serenidade e alto controle, como é o caso do Budismo.

Com o aniversário do atentado de 11/09, toda este clima de “guerra santa” voltou a assombrar o mundo. De um lado, alguns idiotas protestantes que se dizem “pastores” e “pregadores da Palavra de Deus” resolveram colocar fogo no Corão, afrontando cerca de um bilhão de muçulmanos ao redor do planeta.

Do outro, milhares de muçulmanos, igualmente idiotas, comemorando a bárbarie perpetrada por terroristas islâmicos radicais que matou, inclusive, outros muçulmanos inocentes.

Aliás, esta coisa de “terrorista islâmico” virou até mesmo redundância, já que basta falar com qualquer um sobre “terrorismo” e logo o incauto o associa ao Islam. Não é bem assim.

Há séculos cristãos e muçulmanos trocam sopapos no oriente médio, sendo que na época das Cruzadas a justificativa era Jerusalém, mas todos sabemos que, pelo menos no que diz respeito aos cristãos, o interesse era financeiro. Os cristão, por ordem do Papa, saem da Europa, invadem o oriente médio, matam, estupram, espoliam e são tratados como “cavaleiros”, enquanto os defensores eram “bárbaros pagãos”.

O Estado de Israel é visto, nos dias de hoje, como uma “ilha cercada de terroristas por todos os lados”, mas ninguém fala que os judeus usaram de táticas de terrorismo na luta pela criação e reconhecimento do seu país. Havima dois grupos terroristas judeus mais ativos, o Palmaj e o Haganah, que tiveram, respectivamente, Ytzhak Rabin e Ehud Barak como líderes.

Na Europa, apenas apra ficar nos mais conhecidos, vimos ações de grupos terroristas formadas por cristãos, como as Brigadas Vermelhas na Itália, o IRA (Exército Republicano Irlandês) na Irlanda, e o ETA (Euskadi Ta Askatasuna – “Pátria Basca e Liberadade”) na Espanha.

Poderiamos falar também do terrorismo étnico perpetrado em alguns países d’África, assim como das FARC’s e do extinto Sendero Luminoso na américa latina.

Os ataques contra Terreiros de Umbanda e Centros Espíritas perpetrados por evangélicos, também podem ser associados a uma forma de terrorismo, assim como o “terrorismo psicológico” levado à cabo por alguns “líderes umbandistas” com pomposos títulos em sânscrito e, agora, em yorubá.

Diante desta realidade, realmente, não há como entender esta associação automática entre “terrorismo” e “islamismo”. Nunca vi ninguém queimando Bíblias quando ataques do ETA e ou IRA ceifaram centenas de vidas inocentes. Não vejo ninguém queimando a Torah quando o exército judeu ataca a população civil da Faixa de Gaza e descumpre acordos internacionais.

Diante disto tudo, chego à conclusão que somente quando as religiões deixarem de ser lideradas por idiotas fanáticos que se pastoreiam outros o mundo não terá paz. O atual “movimento umbandista” é exemplo disto.
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