Como já escrevi outras vezes, estou distanciado do tal “movimento umbandista”, com seu líderes, faculdades, cursos, picuinhas e afins, mas fico impressionado em como as coisas que escrevi neste blog há muito tempo ainda continuam a repercutir e incomodar, especialmente ao pessoal da Vila Alexandria.

Os meus questionamentos sobre a legitimidade de Rivas Neto em ser o “sucessor de Matta e Silva” é o que mais doi no calo desta turminha. Os caras não se conformam com o que o Velho Matta escreveu falando que o Astral não o orientou a deixar sucessor, dos testemunhos dos antigos Mestres da Raíz de Guiné que NUNCA reconheceram Rivas Neto como tal (perguntem ao Mário Tomar (Yassuamy), Ivan Costa (Itaoman) e outros Mestres coroados por Mestre Yapacani).

Quem desmete Rivas Neto são eles e não eu. Eles também são “sem raiz”?

Este papo de que eu não tenho raiz, que sou isto e aquilo, há muito já não me atinge mais. Como diz a minha ex-esposa “este mundo não mais me pertence”. A Umbanda, para mim, está dentro do meu coração, no meu pequeno Templo, naqueles fiéis aos ensinamentos do Velho Mata e, principalmente no Astral. Nunca me preocupei com reconhecimentos, em ser “incensado”, ter um séquito de puxa-sacos (em geral de caráter duvidoso) ou “pau mandados” a me defender e fazer marketing em listas de discussão e comunidades virtuais.

Não vendo cursos, iniciações, não sou dono de faculdades e, com certeza, não vivo e nunca vivi da Umbanda, como o próprio Rivas Neto admitiu que fazia em um de seus vídeos. Não sou dono de gravadoras de fundo de quintal e nem de grupos musicais relacionados à Banda.

Aqueles que quiser saber mais sobre a tal “sucessão de Matta e Silva”, encontre algum livro antigo de Rivas Neto e vá até o cartório onde a “firma” do Velho Matta foi reconhecida (?!?) nos documentos que ele expõe logo nas primeiras páginas. Pergunte, como eu fiz, pelo cartão de assinatura ou qualquer registro do mesmo e depois tire as suas próprias conclusões.

Se isto fizer a menor diferença para você (porque para mim não faz mais…), vá a OICD e pergunte pela famigerada gravação em vídeo do suposto ritual da trasmissão da Raiz de Guiné, que tal e qual a cabeça de bacalhau, enterro de anão e político honesto, ninguém, exceto Rivas Neto e seus puxa-sacos, assistiu.

Já disse que a solução para encerrar tal polêmica é simples: editem a porcaria do tal video e coloquem na internet com imagem e, principalmente, áudio de qualidade. Então, eu calo a minha boca e ainda peço desculpas públicas.

Obviamente tal vídeo JAMAIS irá aparecer, porque simplesmente não existiu tramissão alguma, Rivas Neto não é sucessor de ninguém. O fato da família do saudoso Mestre Yapacani ter Rivas Neto em alta conta não quer dizer absolutamente nada, sendo uma falácia das mais infantis e não prova absolutamente nada.

Ao invés de João Carneiro e outros asseclas de Rivas Neto ficarem vomitando falácias e enrolando os mais crédulos com textos bem escritos, mas que não dizem nada com coisa nenhuma, emails que parecem verdadeiras dissertações acadêmicas para impressionar os seguidores (aliás, técnica corriqueira entre estes “avatares” da Nova Era…), deveriam partir para a solução mais simples e colocar o vídeo no ar.

Explicar as “zilhões” de contradições entre o que foi escrito pelo “caboclo” Sete Espadas e o “exu” Capa Preta, respectivamente em “Umbanda – A Protosíntese Cósmica” e “Exu O Grande Arcano” e o que é praticado hoje em dia na OICD e filiados também seria bom.

Mas, enfim, paraodiando minha ex-esposa: “este mundo não mais me pertence”. Continuo aqui no meu canto, em “off”, lendo as bobagens que continuam assolando esta “umbanda virtual” e vendo, cada dia mais otários caindo nas lábias de pseudos-acadêmicos.

Para terminar, queria deixar aqui registrado minha satisfação em ter auxiliado juridicamente o José Roberto Pereira, vulgo “BK”, “JRP”, no processo que o Sr. William do Carmo Oliveira, o Mestre Obashanan, moveu contra o mesmo. Foi mais fácil do que eu pensava, não deu nem graça. =)

Muito Manáh, Àsé e Bençãos à todos os leitores (se é que ainda tenho algum) e até qualquer dia.
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