Fiquei um pouco mais de quatro meses sem escrever neste blog e, com certeza, alguns integrantes da “umbanda do santo rebolado” devem ter ficado exultantes, acreditando que os muitos despachos, trabalhos de morte e manobras outras que de nada servem (exceto sujar as ruas) alcançaram resultados.
Ledo engano.

Neste tempo que deixei de atualizar este blog serviu para que eu meditasse mais sobre a minha vida, trabalhasse meus anseios, dúvidas e, por que não, a minha própria espiritualidade e religiosidade. Continue “de olho” no assim chamado “Movimento Umbandista” e cheguei a algumas conclusões, dentre elas é que cada povo tem os políticos e os sacerdotes que merecem.

Os brasileiros, de forma geral, querem um líder, alguém que lhes fale o que, como, onde fazer isto ou aquilo. O caso é que o brasileiro é pregiçoso e não quer perder tempo pensando por si mesmo, analisando situações, tirando conclusões, buscando o próprio caminho para alcançar o Sagrado. Preferem esta visão sacerdotal, onde elegem um “iluminado” que tem uma linha direta com Deus, os Orixás, anjos e demônios para que seja o intermediário.

Isto acontece em todas as religiões, sem exceção.

O avanço das seitas evangélicas no Brasil se deve a esta predisposição do brasileiro em ser um “pau mandado”. Como na Igreja Católica na idade média, onde os fiéis eram desencorajados à ler a Bíblia (aliás, nem podiam, já que eram, em sua maioria, analfabetos e os textos eram em latim…), que dependiam do padre para interpretar a “palavra de Deus”, dar absolvição e vender indulgências, o povo evangélico de hoje está na mesma situação: deixam nas mãos do pastor tratar seus problemas com o divino.

Na Umbanda a coisa não está diferente, já que as facções continuam se degladiando, disputando seguidores (e, claro, seus bolsos) todos os dias, usando e abusando dos recursos midiáticos. Alguns “mestres”, com destacado gosto para churrascos e caipirinhas, continuam por ai falando do que não sabem, escrevendo “abobrinhas” com ares professorais, vivendo às custas da religião, enquanto apontam o dedo acusador de quem faz (ou tenta fazer) o mesmo. Tal atitude, claro, é compreensível, já que ninguém gosta de concorrência.

Não podemos esquecer dos pseudos filhos-de-santo, aqueles que se acham os paladinos da justiça, que se dizem dispostos a perder alguma dinheiro para provar isto ou aquilo e, piores dentre os piores, que têm esposas que se acham a “última azeitona do martini”. Existem também os sanguessugas de conhecimento, que não se comprometem com nada, apenas querem aprender o máximo possível para depois virar as costas e ainda sair falando mal daquele que o ensinou.

Enfim, o tal “movimento umbandista” continua a mesma latrina de sempre e eu, particularmente, resolvi usar meu tempo para projetos e atividades mais relevantes e produtivas. Não faz muito tempo, completei 40 anos e não tenho mais tempo para ficar revirando o lixo, perdendo noites de sono, sendo alvo de calúnias, difamações, injúrias.

Cansei do tal “movimento umbandista”, de seus “mestres” e dos capachos que chamam de discípulos, da falsidade e do descomprometimento. Não deixei de ser Umbandista, mas nada mais quero com estes que se dizem umbandistas.

Como disse Fernando Pessoa: “tudo qu chega, chega sempre por alguma razão”.

Meu tempo chegou… mais este ciclo de vida se fechou… estou alçando novos vôos.

“Tudo o que chega,
chega sempre por alguma razão”
(Fernando Pessoa)

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