Fizeram esta pergunta recentemente para Luís Fernando Veríssimo e a resposta dele foi:

Escreve-se para se livrar do livro“.

Acho que é exatamente por isto que escrevo.

Obviamente não com a pretensão de ser um Veríssimo, longe de mim, mas com a intenção de me livrar das idéias e opiniões que vão se acumulando em minha mente sobre o movimento umbandista e toda a hipocrisia que assola há tempos o meio.

Neste tempo que deixei de atualizar o blog, consumido que estou em outros projetos pessoais e profissionais, sem falar na pendengas judiciais contra a Editora Escala, GVT, Vivo, etc, percebi que deixar de acompanhar as sandices escritas por poucos e lidas por muitos, em especial vindas do pessoal da Vila Alexandrina, me fez bem enorme.

Na ultima reunião em nosso “Santé”, Preto-Velho disse algo que nos tocou fundo à alma: “A Umbanda se vivencia, não se discute ou se impõe“. Isto, somado à velha máxima bíblica, irritantemente repetida por Arapiaga, que diz que cada rebanho é digno do seu pastor, me levou a uma mudança profunda de posicionamento frente a tudo que vem acontecendo e, especialmente, em relação ao pessoal da OICD.

Não há razão para que eu fique perdendo meu tempo com esta picuinhas do meio, o que não quer dizer que deixarei de comentar, na medida das minhas possibilidade, sobre as idiotices e hipocrisias comuns e, de forma geral, diárias nas listas de discussões, blogs e demais comunidades virtuais. Mas, sinceramente, não estou com mais disposição ou tempo para ficar, diariamente, gritando para o vento sobre tanta bobagem que vemos por ai.

Toda esta questão se resume a uma idéia bem simples: se eu consigo discernir sobre o que é certo e errado, então qualquer pessoa com um QI normal também pode. Se o fanatismo e a pretensão de estar do lado “verdadeiramente” correto não turvar sua visão e entendimento, então está livre para pensar por si mesmo e separar o joio do trigo.

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