O texto abaixo é a transcrição literal do e-mail enviado à lista “Apometria e Umbanda” pelo Sacerdote Paulo Machado (com o qual não tenho nenhum parentesco) em resposta as reiteradas provocações disfarçadas de “diálogo” por parte do Sr. João Carneiro e outros elementos da OICD/FTU.

Não há necessidade de escrever mais nada. O magnífico texto falar por si.

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Salve, João e demais listeiros.

A situação se agrava cada vez mais, pois quanto mais vocês escrevem, mais se contradizem e depôem contra si mesmos.

Já repararam que o conteúdo dos e-mail´s de vocês é invariavelmente de teor agressivo, provocativo, onde não tem o menor pudor em julgar a obra alheia, e ainda desdêm da capacidade de julgamento e discernimento de todos os umbandistas e simpatizantes que buscam incrementar seus desenvolvimentos nos cursos oferecidos, tal qual vocês fazem na vossa faculdade.

Vocês não reparam que está óbvio para todos esta tentativa de desacreditar a obra alheia através de um estratagema simplório e imaturo, que o seu grupo tenta realizar através da provocação constante e do jogo de palavras, deixando claro o quanto vocês estão pecando em regras básicas de convívio fraterno, pois que abertamente não respeitam a “Diversidade” e nem tem maturidade emocional para qualquer tipo de “Diálogo” que não seja exatamente naquilo que acreditam.

Para você João, que parece não ter algo mais útil a fazer do que servir de porta-voz do teu líder, te tornaste muito crédulo meu irmão, pois não estás vendo o “papel” que estás te prestando, e nem o que está acontecendo no teu entorno, a partir de tuas próprias ações. Ficaste tão dependente da figura do teu mestre, que não és capaz de escrever uma mensagem sem resaltar o nome do mesmo. Este tipo de “Apologia” é perigosa, pois que em minha experiência como sensitivo detecto um tipo de obsessão, e é claro, uma tremenda carência e insatisfação pessoal.

Pergunto se o seu grupo já se retratou com as religiões alheias e com as linhas espirituais que ofenderam em suas obras básicas? Já tiraram as mesmas de circulação? vocês se julgam conhecedores dos fundamentos da Umbanda, no entanto seus livros básicos se assemalham mais a um compêndio de tratados esotéricos, eivados de símbolos, que importaram de outras religiões, que obedeciam a outros fundamentos, pois se adaptam ao tipo psicológico do agrupamento em evolução; os seus congás refletem a simplicidade da Umbanda, ou ainda tem característica de um templo egípcio?

Nos cursos que ministro a anos uso um esquema para demonstrar a diferença entre os níveis vibratórios positivo, negativo e o “meio” da dimensão humana, para situar meus alunos neste contexto, e, invariavelmente tenho dito que o nosso “meio” físico está se deturpando, e o que era para ser neutro, está assumindo características do “embaixo”. Então pergunto a vocês: os seus comportamentos intrigueiros, passionais, tendenciosos, disvirtuadores das afirmações alheias, é digno do grau que insinuam possuir na “luz” do discernimento? vocês se dizem umbandistas mas adotam as mesmas posturas discordantes dos neo-pentecostais de plantão na carne, que “cegos” na sua “obra”, não tem o mínimo respeito e consideração com a obra alheia, ferindo postulados básicos do Evangelho legado pelo Divino Mestre, que fala em amor, perdão e fraternidade.

Parem de criticar e distorcer as palavras, pois acabam influenciando outros desavisados, pois em todos estes anos de convívio JAMAIS determinou-se como deveríamos conduzir nossas giras e o desenvolvimento mediúnico dos iniciados, mas sim, fomos amplamente estimulados a desenvolver nossa religiosidade em acordo com as determinações dos nossos mentores em nossas casas espirituais, alicerçados por uma base doutrinária e teológica com fundamento próprio.

Porque é tão difícil para vocês aceitarem que alguém que não seja de seu grupo possa servir de intermediador para a realização de algo tão belo, que é o de reunir em uma obra singular, uma mensagem libertadora e estimuladora das evoluções? Porque se opôem tanto a esta semadura? Se faz bem a tantos, porque tanto negativismo? Como ousam afirmar que os mentores espirituais de seus filhos na carne não estão assistindo e estimulando seus médiuns a buscarem os cursos de formação?

Reflitam meus irmãos pertencentes a este grupo, e aos demais desavisados, que na empolgação emitem comentários sem fundamento, pois que independente de seus conceitos pessoais, a codificação da Umbanda é algo inevitável, que transcende seus entendimentos e interesses egocêntricos.

Se o seu grupo tivesse um mínimo de humildade, discernimento e desprendimento, saberiam realmente que algo grandioso como uma religião tem o seu começo balizado na “Diversidade” sadia, pois como se diz … uma religião não nasce do nada …, e, que naturalmente, a vertente que mais atender aos desígneos do nosso Criador, prevalecerá.

E finalmente, meu irmão, retribuo o convite que fizestes aos meus irmãos que se inscrevessem para os debates em sua faculdade, abrindo as portas de meu terreiro em Curitiba, para que venhas aprender um pouco sobre a natureza humana e a necessidade premente da reforma íntima.

PS: Peço desculpas aos moderadores se tenho que divulgar esta mensagem em várias listas, pois desde o passado quando tentava dialogar abertamente com os mesmos, conteúdos mais profundos, todas minhas mensagens eram bloqueadas, como aconteceu recentemente; em resumo, eles só postam o que lhe é conveniente ou que possam usar para seus sombrios interesses.

Salve a Banda de Todos.

Paulo Machado
http://www.estreladaguia.net/

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