Não faz muito tempo recebi um email contando uma história muito engraçada e, ao mesmo tempo, trágica sobre um determinado “baba” (o qual vou omitir o nome e a alcunha por motivos legais) que, não obstante a “banca” que vive pondo em listas de discussões e os comentários desairosos que faz contra tudo e contra todos, demonstra bem claramente quem vive de aparências neste meio.

Um leitor nos relata que ele, ao se sujeitar a um ritual de passagem de grau, foi colocado sob a responsabilidade do “baba” em questão, que deveria estar no terreiro às 21:00 horas daquele dia. Importante salientar que o iniciado estava de jejum durante todo o dia. Às 23:00 horas, o tal ‘baba” ainda não havia se apresentado, então o “chefão” apareceu e perguntou ao iniciado onde estava o tal “baba”.

Diante da resposta que ele não havia aparecido, o “chefão” ficou irritado, pegou o telefone e descobriu que o sacerdote não havia se apresentado no horário marcado para o ritual porque foi assistir o jogo do Corintians.

O diálogo entre o “chefão” e o “baba” trapalhão foi mais ou menos assim:

Porra, nada com você dá certo, o cara vem de Curitiba e você o deixa passando fome aqui para ir na merda do jogo, essa é a terceira vez que faz cagada, isso não acontecerá de novo.

Perdão, meu Pai… não acontecerá de novo.

Você não faz nada certo, absolutamente nada, nem acender vela você sabe!!!.

Pari passu, o “chefão” desliga o telefone sem maiores cerimônias, chama a sua assistente e determina:

Nao escale este sujeito para mais nada, só para as giras quinzenais.

E assim foi feito.

Imagine um “sacerdote” que deixa de cumprir suas obrigações dentro do Terreiro para ir assistir ao jogo do “Timão”. Um sujeito que o próprio “pai-de-santo” dele afirma que não sabe acender nem uma vela e ainda fica em listas pagando lição de moral e criticando a tudo e a todos, inclusive outros sacerdotes e iniciados.

O sujeito não tem compromisso com um ritual de passagem de grau, troca sua responsabilidade dentro do Terreiro para ir assistir à um jogo de futebol, desobedece o seu “pai-de-santo” e ainda quer vir dar uma de “bom de sela” para cima dos outros?

Pelo exposto, ao que parece, o sujeito deve usar uma camisa do “Timão” por debaixo da roupa branca e seu amor pela Umbanda está muito aquém daquele que sente pelo Corintians.

Faço votos que, ao menos, o “Timão” tenha vencido a partida para compensar a vergonha. =)

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