Existe uma tentativa insistente por parte de pessoas ligadas à Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, em desmerecer os cursos ministrados por Rubens Saraceni. Neste rastro, insistem também na tal “origem” deste ou daquele umbandista, assim como a legitimidade de uma pessoa usar alguns títulos.

Pois bem.

Devo começar afirmando que a Umbanda não é o mundo mágico de “O Senhor dos Anéis” ou de de “Harry Potter“, assim como a OICD não é a “Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts” e Rivas Neto não é “Gandalf, o Branco”.

Em seguida devo salientar que MAGIA, conforme vemos em filmes e obras de ficção, também não existe, exceto que que o prezado leitor já tenho presenciado bolas de energia sendo arremessadas, vôos em vassouras mágicas, levitações espontâneas, transmutações ou alguém que desaparece no ponto “A”, em meio a uma nuvem de fumaça, e reaparece no ponto “B”.

A magia verdadeira não é um recurso ordinário, abundantemente disponível, como alguns charlatães, que dizem em suas obras coisas absurdas sobre como seu “exu” fincou um punhal de aço em uma superfície de concreto, por exemplo, querem fazer crer. Aquela cachaça que supostamente se transformou em vinho, igualmente, foi mera troca da garrafa de aguardente por outra semelhante previamente cheia com a outra bebida. Portanto, não se engane com tais “prodígios”, que tudo é uma IMENSA FARSA.

Nenhuma movimentação magística irá funcionar contra ou a favor de alguém, exceto que esta pessoa tenha méritos para conquistar o que deseja ou deméritos para ser impactada por aquilo. Podemos resumir isto em “QUEM DEVE PAGA, QUEM MERECE RECEBE“.

Posso dizer, por experiência própria, que se magia fosse algo tão ordinário como querem fazer acreditar alguns “poderosos”, eu já estaria morto faz tempo, já que sempre me chegam notícias, de fontes fidedignas, que meu nome é “figurinha” fácil nos “ebós” de uns e outros por ai.

Mas estou desviando do assunto.

A cerne principal deste artigo pode se resumir no seguinte: TÍTULOS E CURSOS NÃO DIZEM ABSOLUTAMENTE NADA PARA A CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA.

Se frequenta os cursos do Saraceni, ou a faculdade do Rivas Neto, e acredita que o caminho que escolheu o fará chegar onde deseja, então está tudo certo. O “mago” dos cursos livres do primeiro não perde em nada para o “bacharel” em teologia do segundo.

E sabe por quê?

Porque o título e o diploma que você tem não valem nem como papel higiênico no astral. Você não será mais ou menos médium/sacerdote porque fez um curso no Colégio de Umbanda Sagrada ou se bacharelou na FTU. Nenhuma das duas instituições estão preparando ninguém para o “mercado de trabalho”, exceto que haja uma demanda monstruosa para o cargo de “teólogo umbandista” que não seja do meu conhecimento.

Então, caro leitor, se você usa o título de “mestre”, “mago”, “feiticeiro”, “hierofante”, “yamunisiddha”, “alabê”, “babalorixá”, “babalawô”, “papa”, “dalai lama”, “pastor”, “bispo” ou “cristo” (como é o caso do tal Inri Cristo) isto não muda, em nada, a sua condição de criatura falível, em eterno aprendizado, seja religioso, social ou espiritual.

Outra fanfarrice é ficar por ai dizendo que “pais e mães espirituais” de “fato e de direito” são aqueles que têm casa aberta ao público.

Se realmente é assim, Ivan Horácio Costa (Mestre Itaoman), Agenor Miranda (uma dos mais respeitados aluwôs que viveu neste país), para ficar apenas em dois exemplos mais conhecidos, não são ninguém já que nunca tiveram terreiro aberto.

O que vem acontecendo, sutilmente, é que a OICD/FTU tem criado padrões inclusivos e exclusivos para reconhecer (ou não) alguém como umbandista de “fato e de direito”, contrariando os conceitos de “diversidade”, “convergência” e “tolerância irrestrita” que, hipocritamente, prega. Aliás, o “sobrenome” destas instituições e de seu criador deveria ser “contradição”.

Em verdade, a OICD/FTU quer ditar o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, alicerçada na falácia do “apelo à autoridade” por controlar uma instituição de ensino superior. Como já afirmei várias vezes neste espaço, não há distinção alguma entre a OICD, FTU, CONUB, CONSUB, já que todas estas instituições são ligadas de forma DIRETA à Rivas Neto.

É muito simples convergirmos à quem nos é simpático e nos apoia.

Mais simples ainda é defender uma diversidade dentro daquilo que achamos correto. Tolerarmos “irrestritamente” aos nossos amigos, colaboradores e familiares é muito fácil, mas onde estão todos estes conceitos em relação à Rubens Saraceni por parte da OICD/FTU? Que raios de “tolerância irrestrita” é esta?

A hipocrisa campeia e, ao que parece, a maioria não enxerga isto ou finge que não. Mas continuo escrevendo, na esperança que alguém um dia leia e entenda.

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