Tem uma turminha por ai que adora ficar conversando fiado, contestando origens, iniciações, nomes iniciáticos e o trabalho dos outros. Para este pessoal só existem verdadeiros iniciados umbandistas na “ordem iniciática” fajuta deles e, pasmem, para ser reconhecido como umbandista deve-se estar alinhado com as bobagens que escrevem e ser um adepto do “lambe-botas” de seu mestre, algo que eles instituiram como “fundamento”.

O fato é que se você, caro leitor, não sai por ai dizendo “aranauan”, batendo palmas para “video-aulas” e citando a exaustão os chavões do mestre desta turma em listas e comunidades virtuais, não usa capa e cartola em suas gíras de Exus, com certeza não é considerado umbandista por esta gente.

Esta trupe, em especial um tocador de tambor, adora ficar menosprezando outros iniciados. Já se chegou ao cúmulo do cara zombar de iniciados (dissidentes, mas iniciados…) feitos na própria “ordem iniciática” de mentirinha deles. Se um sujeito vem à público para desautorizar pessoas iniciadas por seu próprio mestre, de quem ele não vai falar mal?

Mais estúpido do que isto é falar que “cama” vem do etrusco e “Ubajara” (Senhor da Canoa) pode ser traduzido como “cobra cega”.

O mestre deste sujeito vive a alardear que sabe toda a genealogia de sua árvore iniciática, que tem quarenta anos de “santo”, que é iniciado nisto, naquilo, e naqueloutro. O cara tem tanta “iniciação”, em tantas tradições diferentes, que o a cabeça dele, pelo jeito, já virou condomínio fechado para Orixás, Mestres de Linhas e Oxalá sabe lá mais o que está firmado ali.

Porém, nesta bazófia toda, só esqueceram uma coisinha: qual é a árvore genealógica de W.W. da Matta e Silva, Mestre Yapacani? Quem foi o iniciador humano dele? Enfim, quem foi o “Mestre do Mestre”?

Pergunto, já que estes arremedos de umbandistas primam muito por uma ascendência iniciática, esa coisa de “quem iniciou quem”, então devemos começar discutindo a validade não somente do título de “Mestre” de Matta e Silva, mas também o do próprio discípulo que se arvorou sucessor do mesmo, sem falar na Tradição que ele iniciou.

Certa vez perguntei ao Mestre Yassuamy (Mario Tomar) quem havia iniciado Matta e Silva. A resposta, daquele que foi o “Oju Obá” (Os Olhos do Mestre), foi taxativa: “Mestre Yapacani não teve iniciador humano, tendo sido iniciado por Pai Guiné.”

Pronto.

Pai Da Matta se fez sozinho, portanto, já que a iniciação dele foi diretamente com o seu Mestre astral, sem passar pelas mãos de nenhum babalorixá ou outro sacerdote humano qualquer.

E olha que, com o intuito de dar legitimidade aos “neo-catimbozeiros”, já espalharam nas listas que Matta e Silva foi “iniciado” na Encantaria (ele destestava o Catimbó com todas as suas forças, como podemos ver em seus livros) e a “lógica” de tal afirmação é o fato dele ter nascido em Pernambuco. Seria como dizer que eu, como mineiro, faço parte de uma das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário pelo simples fato de ter nascido aqui.

Não me venham, por favor, falar que “com Pai Da Matta é diferente”, porque o Astral não faz acepção de pessoas. Diferente da enganação que uns e outros insistem em divulgar, as Leis Espirituais não são mutáveis e muito menos temporais, não se modificando de acordo com as conveniência ególatras e econômicas deste ou daquele grupo. O que serviu para Matta e Silva há 50 anos atrás, servirá para qualquer pessoa daqui a 1000 anos.

Conheço pessoas que mantêm Casas de Umbanda há 30, 40, 50 anos abertas e nunca passaram por uma iniciação humana. Começaram com manifestações espontâneas de Entidades de Fato e de Direito, que tocam seus Terreiros até hoje e jamais modificaram preceitos e doutrinas afim de satisfazer as ambições humanas de seus dirigentes.

Tenho certeza que muitos entre os “lambe-botas” do “sr. reitor” têm a mesma origem, mas como estão alinhados com seus planos de dominação da religião, o tratam como “mestre” e se derretem em “salamaleques” ao sujeito, isto passa a ser um detalhe imperceptível aos hipócritas. O tocador de tambor (a quem me recuso chamar “Alabê”…), assim como seus irmãos que vivem a patrulhar listas e comunidades virtuais, tem como filosofia velho adágio jurídico: “Aos amigos a Lei, aos inimigos o rigor dela.

Para finalizar, quero reiterar o que está escrito no meu profile: não preciso e nem quero o reconhecimento de ninguém, em especial desta turma de hipócritas que assolam o o movimento umbandista atual. Como sempre ensinou o meu velho Pai: “quem se mistura com porcos, farelos come” e, com certeza, eu não me misturo com determinado tipo de gente.

Sou um Iniciado da Sagrada Raiz de Pai Guiné d’Angola, tanto física como astralmente. E se algum dos “lambe-botas” do “sr. reitor” achar que pode, basta continuar, como há mais de dez anos fazem, seus trabalhinhos de magia negra, seus esperneios públicos, enfim, “vir para cima”, porque, até o momento, tanta mandiga não chegou nem perto de ter algum resultado.

No dia em que eu tiver medo de macumbeiro, deixo para trás meus 24 anos de Umbanda e vou pedir abrigo em uma Igreja Universal qualquer.

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