” e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus.”

(2 Tes 2:4)

Meditando sobre o atual estado de coisas que assola o movimento umbandista, lembrei-me desta passagem do Apóstolo Paulo ao tessalonicenses, onde ele fala sobre o “homem da iniquidade”, que seria o Anticristo.

Analisando outros textos bíblicos, fiquei espantado em como as características do “homem da iniquidade” podem ser encontradas em um determinado “líder” umbandista.

Dentro das tradições judaico-cristãs, o “homem da iniquidade” é aquele que surge para confundir os homens, fazer com que o certo se torne errado e vice-versa. É o inimigo das Verdades Divinas, corrompendo os ensinamentos sagrados e levando milhares ao abismo. A idéia do anticristo se relaciona com o HOMEM DA INIQÜIDADE e com as BESTAS do Apocalipse. Obviamente, BESTA em sentido figurado, uma criatura que representa a força bruta, a imoralidade e a oposição a Deus.

Uma das principais caracteristicas deste personagem é que ele pretende o domínio do mundo e das almas das pessoas, assim como deturpar e destruir ensinamentos verdadeiros. Como diz o texto, ele quer tomar o Templo de Deus e apresentar-se como se fosse Deus.

Passando isto para a realidade umbandista, é fácil detectarmos esta pretensão em determinado “líder” que renegou seu Mestre, destrui completamente a sua obra e hoje se apega às tradições africanistas, fazendo uma verdadeira mistura de ritos e energias, deixando para trás tudo aquilo que defendeu por décadas.

O tal “líder”, seguido de perto por alguns discípulos que, incapazes de serem alguma coisa no mundo secular visto o baixo grau de estudo, se apegam aos seus supostos dotes “artísticos” para viver, que estão em listas de discussões irrogando ofensas e emitindo juizos sobre as pessoas, querendo mostrar uma cultura que não tem (em especial no que tange à linguística…), vem criando um “império” onde o mesmo, em breve, ser colocará como “Deus”, uma espécie de “Papa” da Umbanda.

Em João 10,1 Jesus se refere aos fariseus e falsos pastores da época que tinham entrado e dominado a Sinagoga (v.8). Não entraram pelo local correto, a porta, e sim pela janela.

Na mesma situação os perversos fariseus da Sinagoga na época, alguns “pais” e “mães-de-santo” (clero) que hoje perderam a fé, preparam para depois de dentro de seus terreiros, executar o seu plano de destruição da religião e, em seu lugar, fazer florescer outra. O falso líder não estará de acordo com a Tradição, ou seja, não será a voz do bom pastor a qual as ovelhas, que são da Senhora da Luz Velada, entendem.

São Nilo (430 d.c.) alertava que “o Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis.” Por sua vez, São Cirilo de Jerusalém ensinava que “por meio de seu grande poder, engano, e malícia ele terá sucesso em seduzir ou forçará a cultuá-lo dois terços da humanidade.”

Tais alertas mostram exatamente o quadro em que se encontra o movimento umbandistas atual, onde pessoas que se dizem ligadas às Tradições, que têm quarenta anos de “santo”, que conhecem a sua árvore genealógica completa dentro da religião, simplesmente renega seu Mestre, destrói sua obra e passa a querer agradar à “gregos e troianos”, com palavras como “diversidade” e “convergência”, enquanto vai solidificando poder e influência, fazendo com que os mais diferentes segmentos do movimento umbandista se “ajoelhem” aos seus pés.

Suas mãos realmente não são vazias, mas as obras que elas construiram são de sal, visto que pode detrás dela existe toda uma UMUNDÍCE e seus alicerces foram feitos sob a areia do engano e da mentira.

Os “falsos profetas” do “homem da iniquidade” estão espalhados em nossas listas e comunidades virtuais, lançando o engano, querendo explicar o inexplicável, preparando o terreno para que o seu falso mestre sente no trono e proclame: EU SOU DEUS.

Anúncios