A palavra da moda em nosso país é PORTABILIDADE.

Temos portabilidade para a telefonia, planos de saúde e, pelo visto, chegou também à Umbanda.

Isto me ocoreu ao ler o calendário de atividades da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino (OICD), enviada para as listas pelo nosso “amigo” João Luiz Carneiro.

Aliás, quero agradecer o interesse do mesmo em ser um “seguidor” em meu Twitter, mas já declinei da honraria visto que posso ser tudo nesta vida, menos hipócrita. Não tenho a MENOR simpatia por ele, assim como não tenho NINGUÉM da OICD como amigo ou mesmo como “Irmão-de-fé”. Sei que isto não faz a menor diferença para eles, assim como para mim, mas gostaria de deixar registrado.

Mas, voltando ao assunto, a “portabilidade umbandista” funciona da seguinte forma: no mesmo espaço em que “tocam” as gíras seguindo os fundamentos da Umbanda Esotérica, no dia seguinte se faz a mesma coisa com Omolokô, Catimbó, “Tríplice Caminho”, e vai por ai afora.

Não importa que sejam energias completamente diferentes entre si, mas já que tudo (para eles) é Umbanda, então podemos apenas trocar de roupa, guias e patuás, e “deixar a gíra girar”.

É como acontece com a telefonia, mal comparando: eu permaneço com o “número” (Umbanda), mas troco de “operadora” (Rito). Como não existe mais aquela exigência de fidelidade por um determinado tempo, podemos trocar de “operadora” quantas vezes quisermos, sem o risco de pagarmos um “multa” ou sofrermos qualquer outra penalidade.

Isto é uma “revolução”, com certeza.

Fico imaginando como é a logística física e espiritual para este tipo de coisa. Será que é uma tronqueira para cada rito ou, semelhante aos “smartphones” que podem ser programados para perfil “personal” ou “bussiness“, temos uma “tronqueira inteligente” que detecta as mudanças na configuração do Terreiro?

De uma coisa, porém, eu tenho certeza: os médiuns são “quadriband“, já que conseguem adaptar suas vibrações mediunicas à todos os ritos existentes, assim como os modernos celulares fazem com os diversos padrões de frequências encontradas nas redes de telefonia.

Ah!, estas modernidades…

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