A Umbanda que queremos é aquela que, a cada gíra, festeja o ciclo de vida, com a presença de Criança (nascimento, infância, inocência), Caboclo (força, juventude), Preto-Velho (sabedoria, maturidade, velhice) e, claro, Exu (morte, como reinício do ciclo). É onde está presente a paz, a harmonia, as virtudes e a humildade.

As pessoas estão em suas fileiras por amor ao Orixás, para a prática incondicional da caridade, pela missão de aproximar o ser humano dos seus Ancestrais e aprender com eles. Não existem títulos, vaidades, supremacias, guerras fatricidas.

A Umbanda que queremos é de UNIÃO.

Onde a palavra “Irmão” tem seu verdadeiro significado respeitado e conhecido, onde existem grandes diferenças mas que são esquecida diante de imensas semelhanças.

A Umbanda que queremos é de PAZ.

Onde guerras fatricidas não ocorram, onde as críticas e os elogios sejam tomados como manifestação do espírito humano, onde as armas estejam abaixadas e só sejam usadas contra o inimigo comum, ou seja, as hostes do astral inferior. Que a nossa luta não seja contra carne e nem sangue, mas contra as potestades, os principados, os dominadores deste mundo tenebroso.

A Umbanda que queremos é de COERÊNCIA.

Que cada um creia no que quiser, pratique o que desejar, mas que suas tradições, conceitos e preceitos, não mudem ao vento das oportunidades ou nas ondas da hipocrisia. Sejamos todos coerentes com as nossas práticas, começando pela matança (ou ausência dela), passando pelas roupas, atabaques ou, simplesmente, uma saudação.

Façamos com aprendemos, mas não vamos cair na incoerência de pregar hoje aquilo que até ontem achavamos errado. Não vamos dar munição aos nosso detratores para que digam ser nossa religião algo mutante.

A Umbanda que queremos é de DIÁLOGO.

Seja ele intra ou inter-religioso, mas que seja pautado na ética, na boa fé, na conduta honesta. Que interesses pessoais, em especial os econômicos, não sobrepujem os da própria religião.

A Umbanda que queremos é da HUMILDADE.

Onde títulos, cargos e honrarias não sejam moeda de troca ou uma forma de intimidação. Onde Orixás, Guias e Protetores, possam se manifestar em um ambiente livre de vaidades, intrigas pessoais ou lutas por poder temporal. Que os verdadeiros dirigente sejam o Povo d’Aruanda, e não seus médiuns em busca de fama e fortuna.

Agora, meu Irmão, reflita: é esta a Umbanda que temos?

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