Bits, bytes, chats, orkut, listas, sites…

Estes termos já fazem parte do nosso cotidiano há muito tempo.

No meu caso, comecei neste maravilhoso mundo virtual ainda na época BBS (acrónimo inglês de Bulletin Board System), o que pode ser considerado o “avô” da internet moderna. Logo depois, isto por volta de 1997, comecei a usar a internet propriamente dita, sendo que fui o orgulhoso terceiro cliente do extinto provedor “Africanet“, o primeiro a operar em Belo Horizonte.

É claro que naquela época as coisas eram bem diferentes do que são hoje, já que o número de pessoas com acesso à grande rede era pequeno, em geral restrito aos alunos de universidades e faculdades, pessoas de classe média e alta. Mesmo assim, não existia a “febre” que temos hoje em dia, já que não somente o acesso, mas também computadores pessoais eram caros.

Minhas primeiras pesquisas, no “Cadê”, “Yahoo” e “Altavista”, não existia ainda o “Grande Irmão” Google, foram com o intuito de achar material sobre Umbanda. Havia pouca coisa de qualidade: o extinto site da OICD (quem diria, né?), o site do Mestre Itaoman, do Márcio Bamberg, Saravá Umbanda (lista e site do nosso amigo Manoel Lopes), a lista Umbanda Powerline (Etiene Sales e Eduardo Gomes, a primeira sobre a religião) e mais alguns que no momento não me recordo.

Foi nesta época que comecei a fazer bons amigos no meio, assim como grandes, memoráveis e, porque não, saudosos inimigos. Os “arranca-rabos” com os “ans”, “tans”, “ys” e “tantans” da OICD, o “quebra-pau” com os integrantes puxa-sacos do “GAU – Grupo de Amigos da Umbanda”, que tem um de seus fundadores como vice-presidente, salvo engano, do CONUB. Merece registro que, em verdade, o “GAU” deveria se chamar “GAOICD”, ou seja, “Grupo de Amigos da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino“, já que sempre estavam a incensar e elogiar o “grande hierofante” da Vila Alexandrina.

No dias de hoje temos de tudo: centenas de listas de discussões, comunidades em sites de relacionamentos, videos no Youtube, gíras, video-conferências e pronunciamentos ao vivo, sites institucionais dos Terreiros, blogs, ofertas de serviços variados, altares virtuais e toda uma parafernália digital (a maioria lixo) espalhados na grande rede.

Com tantas facilidades, os crimes virtuais aumentaram no meio (calúnias, injúrias, difamações, violação de direitos autorais, etc) e as pessoas, confiando em um falso anonimato, continuam a perpetrá-los, em especial no que diz respeito aos crimes contra a honra.

Não há como negar que a internet revolucionou as relações humanas em todos os aspectos. Estamos ao alcance de um “click” de quaisquer informações que quisermos, de qualquer natureza, inclusive as destrutivas. Em meu meio familiar sempre ouço minha mãe alertar meus sobrinhos adolescentes sobre o “perigo” que é a internet.

Em verdade não é a ferramenta que é “boa” ou “ruim” e sim aquele que a utiliza.

No que diz respeito à Umbanda, muita coisa boa foi criada, mas o uso criminoso da rede por parte daqueles que se dizem umbandistas é grande, em especial no que tange a defender certos interesses escusos de muita gente graúda do meio.

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