Alguém se lembra de uma notícia que circulou nas listas de discussões, onde o Sr. Silvio Garcez noticiava a invasão ilegal da sede da Faculdade de Teologia Umbandista (FTU) por parte da Polícia Militar de São Paulo, com direito a fechamento da av. Santa Catarina, impedimento de que o diretor e funcionários da mesma entrassem no prédio enquanto ali estava a força policial?

O email também dizia que não havia mandado judicial e que tal operação policial foi levado à cabo por uma “denúncia anônima” contra a instituição.

Para quem não lembra (ou nem ficou sabendo disto) segue o texto:

CONUB – Conselho Nacional da Umbanda do Brasil – tem a infelicidade de informar que no dia de hoje, domingo 13 de abril de 2008, a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista – foi invadida por policiais militares do estado de São Paulo a fim de averiguar uma denúncia anônima contra essa instituição.

A invasão ocorreu por volta de oito horas da manhã sem a presença de nenhum responsável pela FTU e sem sequer um mandado judicial. Horas após o corrido, um membro da Faculdade chegou ao local e encontrou barreiras impostas pela polícia para entrar na faculdade, não conseguindo exercer seu papel de representante daquela instituição.A FTU teve suas dependências completamente violadas pela PM de São Paulo, inclusive seu espaço Sagrado, onde são realizadas cerimônias religiosas.

A FTU teve suas dependências completamente violadas pela PM de São Paulo, inclusive seu espaço Sagrado, onde são realizadas cerimônias religiosas. O que essa invasão representa além de ferir códigos básicos de moralidade civil é a total falta de intolerância religiosa e o desrespeito à nossa Constituição Federal.

Esta fato, supostamente, teria ocorrido em 13 de abril de 2008, ou seja, está completando um ano. O estranho é que a mesma faculdade que recorre à Justiça para exigir direito de resposta no programa de Rubens Saraceni na rádio Mundial, não toma absolutamente nenhuma atitude diante de tal afronta clara aos seus direitos constitucionais.

Uma instituição notória pela propaganda massiva que faz, com certeza, não quedaria estática diante de tamanha ilegalidade por parte da Força Pública, sem buscar explicações e até mesmo punição aos responsáveis por tal afronta.

Mais estranho ainda é que se não fosse o email do Sr. Silvio Garcez, em nome do CONUB, não saberiamos nada sobre o assunto. E sabe o motivo? Ninguém mais comentou tal ocorrência, não houve uma só linha na imprensa de São Paulo, não há fotografias, filmagem, enfim, NADA, que comprove ser este fato verdadeiro.

Procedi uma pesquisa junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e não há nenhum processo, nenhuma providência quanto ao caso, junto ao Poder Judiciário. Em contato com a PM – 5 (Relações Públicas) do Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo, fui informado que não há nenhum registro de ocorrência no local ou envolvendo qualquer denúncia anônima contra a Faculdade de Teologia Umbandista.

Na data de ontem, no melhor estilo “factóide”, o Sr. João Carneiro, com toda a sua verborragia, informa que recebeu um e-mail onde o mesmo era alertado a “tomar cuidado com as nossas atividades dentro da Umbanda, pois estaríamos sobre ameaças de agressão física, para não dizer coisas piores. Este aviso foi extensivo aos irmãos da FTU(Faculdade de Teologia Umbandista).”

Prossegue dizendo que “como o email cita nomes de diversas pessoas, algumas até bem conhecidas das listas, vamos manter o sigilo do mesmo. De qualquer forma estamos dando ciência às pessoas que poderão ser atacadas segundo o email.”

Não entendo isto.

O sujeito recebe um email informando que várias pessoas podem sofrer agressões físicas, uma espécie de lista dos “marcados para morrer”, e não toma medidas legais contra isto? Não procura a polícia, o judiciários e, pior ainda, não divulga o texto, a fonte de onde vieram estas informações, quem está sobre ameaça?

Sinceramente, não tem como entender estes factóides que o pessoal da FTU/OICD/CONSUB divulga. Aliás, sei sim: isto tem o intuito de fazê-los passar por mártires, por “guerreiros” da Umbanda, como perseguidos. Propaganda institucional pura.

É, para dizer o mínimo, patético uma instituição que se diz séria, que tem a pretensão de aproximar o saber acadêmico e o conhecimento religioso aja desta forma lamentável.

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