A imprensa noticiou, em menos de um mês, que dois Terreiros de Umbanda na cidade do Rio de Janeiro foram atacados por pessoas que e diziam estar agindo de acordo com ordens que teriam recebido do Próprio Deus.

Em outra ocorrência, a suíça Emmanuelle Widmer, 58 anos, registou queixa contra um gari, por discriminação e injúria. Ela, que mede pressão no Centro de Nova Iguaçu e é espírtita, acusa o gari de lhe ofender com frases como “você é o diabo”.

O que estes ataques têm em comum é que todos foram perpetrados por EVANGÉLICOS.

Não é de hoje que venho tratando neste espaço sobre o desrespeito do povo que se diz “de Deus” com as demais confissões de fé, em especial àquelas de matriz africana.

Aliás, não se tem notícias destes ARRUACEIROS, verdadeiros BANDIDOS, MARGINAIS DA PIOR ESPÉCIE, atacando santuários ligados à Igreja Católica.

Obviamente, sendo a Igreja Romana, pelo menos oficiosamente, ligada aos Poderes constituídos deste país, onde Cardeais, Bispos e até mesmos Padres (como ainda acontece em muitas cidades do interior do Brasil) chegam a ser considerados “autoridades”, estes COVARDES PUSILÂNIMES, não se atrevem a invadir e quebrar, por exemplo, o Santuário de Aparecida do Norte, a Catedral da Sé ou o monumento erigido em Juazeiro do Norte em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista .

Esta ESCÓRIA travestida de religiosos, não ousariam atacar este lugares pelo simples fato de saber que, no mínimo, seriam presos, processados e exemplarmente punidos pelo Poder Público. Mas também não o faz, porque, em especial no Santuário de Aparecida do Norte e em Juazeiro, certamente não sairiam do local VIVOS para responderem juridicamente pelos seus atos.

Não é demais lembrar a repercussão que teve o caso do “bispo” da Igreja Universal, Sérgio von Helde, que chutou a imagem da santa católica Nossa Senhora da Aparecida, e foi exemplarmente punido pela Justiça, assim como amargou com o ostracismo dentro da própria instituição que representava.

Por outro lado, não temos a menor notícia sobre o destino dos jovens que depredaram o Centro Cruz de Oxalá, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Não há notícias de punição aos militares que comandados pela Tenente-PM Dálrea de Souza Braga, ILEGALMENTE, invadiram o Terreiro de Candomblé Unzo Atim Nzaze Yia Omin, no bairro Santo André, em Belo Horizonte.

A imprensa se esqueceu do fato, já que invadir “terreiro de macumba”, como ouvi de um conhecido jornalista aqui de Belo Horizonte, “não é notícia”. As federações, associações, conselhos, e todo este LIXO que se diz “representates da Umbanda”, pelo visto, também se esqueceram destes fatos e não fizeram a menor pressão em cima das autoridades para que os responsáveis por estes ataques fosse, como no caso da santa católica, exemplarmente punidos.

O desinteresse da imprensa está explicado nas palavras do jornalista.

A inércia das federações e afins mais do que justificado, já que, em nossa opinião, com raras e honrosas exceções, não fazem absolutamente nada por seus filiados, visto que a intenção é apenas, e tão somente, ganhar a vida em cima da comunidade umbandista e, senão, usar tais orgão com fins eleitoreiros e comerciais.

A omissão dos Poderes constituidos é também evidente e de fácil explicação: uma substancial parcela do eleitorado brasileiro da atualidade se diz “evangélica”. Os chamados “crentes” são uma mina de votos e, já que se portam como cordeiros submissos à vontade dos seus pastores, não seria interessante para o Governo aplicar rigorosamente a Lei contra estes marginais que depredam Terreiros de Umbanda e Candomblé e, assim, ficarem mal vistos pela comunidade evangélica.

E, verdade seja dita, apesar de lideranças evangélicas se pronunciarem contra estes ataques, maioria apoia e concorda com tais atos de vandalismo.

Seus sites, programas de rádio e de televisão, via de regra, estão cheios de mensagens de ódio, de preconceito e aversão à Umbanda e demais religiões de matriz africana. Não foi uma ou duas vezes que li (e ouvi) pregações onde diziam que o “reino de satanás tem de ser eliminado da Terra”, logo após mencionarem os cultos de origem africana.

O vídeo abaixo demonstra bem isto:

O mais engraçado nesta história toda, é que com suas pregações preconceituosas, estas atitudes desrespeitosas e covardes, indignas até mesmo da parte de animais, os evangélicos vivem a berrar por seu direito de liberdade de expressão, de pensamento e de CULTO. Basta o menor arranhão naquilo que defendem ser seus direitos inalienáveis previstos na Carta Mgana deste país, e correm a fazer braulho e acionar seus representantes no Congresso.

Assim como uma determinada curriola de umbandista modernos, alguns evangélicos são aguerridos defensores da liberdade, da tolerância, do respeito aos direitos constituicionais, desde que tudo isto esteja ao seu favor.

Está na hora do povo de Umbanda reagir a este tipo de abuso, já que conselhos e federações nada fazem de efetivo para mudar este tipo de coisa. No muito, soltam “notas oficiais” em listas de discussões condenado os atos de vandalismo e nada mais.

Havemos de usar, inclusive, da FORÇA FÍSICA para evitar este tipo de abuso, defendendo nossos Congás desta violência perpetrada por estes idiotas que insistem em se auto-proclamar “povo de Deus”, assim como exigir das autoridades punição exemplar nestes casos.

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