Antes de mais nada, quero pedir desculpas aos leitores pelo longo período sem atualizações no blog.

Com a chamada “crise global”, as instituições passam a dispensar empregados e o serviço nas costas dos remanescentes triplica, por isto tenho trabalhado, praticamente, doze horas por dia e o tempo para outras coisas ficou curto.

Aliás, toda esta “crise” vem atrapalhando muito, em todos os sentidos, a vida do brasileiro médio. Fico imaginando o que não estão passando aqueles menos favorecidos.

Enfim, não estamos aqui para falar de política econômica e sim de Umbanda.

Há poucos dias assisti um documentário chamado Why We Fight (Por quê nós lutamos?), feito pela Divisão de Serviços Especiais do Exército dos Estados Unidos.

Trata-se de propaganda oficial durante a IIª Guerra Mundial, onde o Governo americano expõe as principais doutrinas do Nazismo, as manobras políticas de Hitler e o motivo pelo qual o país estava enganjado no conflito.

Que o austríaco Adolf Hitler era um gênio, ninguém pode negar.

Conseguiu sair, praticamente, do nada e se tornar o maior destruidor que este planeta viu deste Átila, o Huno (chamado de “O Flagelo dos Deuses“), jogando o mundo em um tempo de trevas, morte e traição.

É interessante notar que Hitler, quando subiu ao poder, fez inúmeros tratados de não-agressão com paises vizinhos, como França, Rússia, Polônia, Áustria que, desncessário dizer, nunca cumpriu. Sempre estava a fazer prounciamentos e enviando cartas à Liga das Nações (atual ONU) reafirmando as intenções pacíficas e não expansionistas da Alemanha Nazista.

Obviamente, era tudo uma estratégia para ganhar tempo e, secretamente, construir o maior, mais poderoso e moderno Exército que o mundo já tinha visto e assim começar a conquista da Europa e depois do resto do mundo.

A figura de Hitler era tão poderosa, que os ideais nazistas se espalharam por todo o mundo, havendo grupos nacionais-socialistas em, praticamente, todos os paises da Europa e nas Américas, incluso em paises com uma tradição democrática sólida como a Suiça e os EUA.

A principal estratégia de Hitler para divulgar o nazismo pelo mundo era enviar seus agentes disfarçados de turistas, estudantes, imigrantes, afim de criar e solidificar células em outros países, sem falar na massiva propaganda oficial e o culto à personalidade do Führer.

Esta história e toda a estratagema de Hitler não lembra muito o que vem acontecendo dentro do atual movimento umbandista?

Algumas “lideranças” estão agindo de forma muito semelhante na tentativa de dominar a religião, não somente no ponto de vista doutrinário, litúrgico, mas também econômico.

Percebam que existe uma propaganda descarada sobre os feitos de “uns e outros”, além de um culto crescente à personalidade de um ou dois por ai. Difícil, nas listas e comunidade virtuais controladas pelos seus asceclas, haver um só e-mail que não exalte a personalidade, os relevantes serviços prestados à Umbanda, a humildade, a coerência e tudo mais de “positivo” na pessoa de “fulano” ou “beltrano”.

O discurso de “liberdade” sai fácil dos lábios (e dos dedos…) deles e de seus seguidores, mas na prática tal conceito está restrito somente àqueles que dizem “amém” a tudo que eles fazem e dizem, sendo que seus opositores, não raramente, são ameaçados, perseguidos, difamados, caluniados, e muitas vezes recebem telefonemas dos próprios “lideres” e escutam coisas como “seu prazo de validade está vencido” ou “estou na minha tronqueira… quer que eu coloque o seu nome aos pés do meu exu?”.

Assim como Hitler, estes “líderes” do movimento umbandista, possuem uma quantidade enorme de “testas de ferro”, que funcionam como uma verdadeira “Gestapo” umbandista, para policiar não somente as listas de discussões, comunidades virtuais e blogs, mas até mesmo Terreiros. Seus capangas adentram nas Casas de Culto alheias, enfiando-se para dentro de tronqueira e congás sem a menor cerimônia ou convite.

Quando se trata de internet, fazem contudente campanha contra blogs, listas e comunidades que não aderem ou reconhecem à sua pretensa autoridade, denunciando textos e opiniões com o intuito de bloquear e extinguir estes espaços.

Os testas-de-ferro desta camarilha, são enviados, às custas dos incautos “crentes”, às mais remotas regiões do país, concedendo títulos e honrarias afim de arregimentar novos colaboradores e divulgadores de suas ideologias.

Tais “lideres” insistem em seus discursos de que estão trabalhando pela Umbanda, criando uma unidade em torno da religião, mas na verdade, assim como Hitler, querem mesmo é DOMINAR a religião, impondo conceitos, visões, regras, normas. Os que não se enquadram nesta “Nova Ordem Umbandista” são adjetivadas de etnocentricos, sectários, retrógados, etc.

E assim consciências vão sendo arrebanhadas, as pessoas embaladas pelo canto destas verdadeiras “sereias umbandistas”, que a cada dia atraem mais e mais a religião para os rochedos.

A continuar assim, não demorará chegar o tempo que ouviremos em congressos, seminários ou qualquer outro tipo de reunião algo deste tipo:

“Faço perante Deus este sagrado juramento de que renderei incondicional obediência ao Pai… , o Führer do povo e do Reich da Umbanda, supremo comandante das forças de aruanda, e de que estarei pronto como um corajoso soldado a arriscar minha vida a qualquer momento por este juramento.”¹

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¹ Adaptação do juramento de fidelidade que Hitler exigiu de todos os oficiais e membros das forças armadas para com ele próprio

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