A notícia foi publicada no jornal “Diário de Los Andes” em 30/10/2008 e somente ontem chegou ao meu conhecimento, através de um nosso correspondente na Argentina. Acredito que tenha passado despercebida para a comunidade umbandista brasileira, visto que não vi nenhum tipo de comentário sobre o assunto em nenhuma lista de discussão ou comunidade virtual.

O períodico informa que Carina del Carmen Baroni foi condenada à prisão perpétua pelo assassinato de suas filhas gêmeas, de apenas cinco meses de idade, em 2003, naquilo que o jornal identifica como “ritual de umbanda”. O duplo homicídio qualificado teria ocorrido na casa da acusada onde funcionaria um “templo de umbanda”, que a mesma mantinha junto com o seu marido, identificado como um “pai umbanda” e que morreu meses depois.

As crianças teriam morrido sufocadas, tendo suas vias respiratórias sido obstruídas através de asfixia mecânica.

Não é novidade que a Umbanda, assim como o Candomblé, estão migrando para os países portenhos, em especial Argentina, Uruguai e Paraguai, lugares onde não houve escravidão e, consequentemente, as religiões de matrizes africanas não se desenvolveram.

O fenômeno da religiões afrodescendente entre “los hermanos” é recente, talvez não tenha vinte anos, se muito. Alguns adeptos da religião migraram para estes paises e por lá estabeleceram seus “ilês“, com uma grande receptividade por parte das populações locais.

E como podemos ver nos vídeos abaixo, já virou uma bagunça fetichista à exemplo do que vem acontecendo por aqui. As “giras”, em especial aquelas que dizem ser de “exu”, mais parecem um baile de carnaval combinado com concurso de fantasias.

O que preocupa, na verdade, não é a confusão doutrinária, os bailes de carnaval travestidos de “giras” e toda a parafernália fetichista e mistificadora que vemos por lá, e sim que a Umbanda esteja tendo Seu Nome e Tradições ligados à crimes brutais como o que aconteceu na região de La Plata.

Apesar da “moda” (por que não dizer “ordem”) do momento seja a “diversidade”, a “convergência” e a “tolerância”, deixando para Rivas Neto e seus asceclas o poder de julgarem o que é ou não digno de ser criticado dentro da Umbada, pelas imagens podemos perceber que A Senhora da Luz Velada passou longe destes lugares.

Por lá, ao que parece, não existe nenhum tipo de instituição, mesmo que nos moldes de nossas deficientes federações, conselhos e associações, para esclarecerr a opinião pública sobre as bases da religião, como por exemplo, que não existe sacrifícios humanos em nosso rituais.

Não existem, enfim, lideranças – nem mesmo do tipo oportunista como a maioria aqui no Brasil – para combater a desinformação que a imprensa e, claro, as Igrejas Católica e Evangélicas, fazem questão de disponibilizar naqueles países.

Enfim, como se não bastasse termos de nos preocupar com esta verdadeira balbúrdia que os “líderes” brasileiros insistem em chamar de Umbanda, temos que nos atentar sobre o que acontece nos paises vizinhos e, não deve demorar muito, veremos “exus” e “pomba-gíras” dançando tango em algum baile que eles dirão que é uma “gíra”.

E vamos descendo ladeira, Umbanda… porque para baixo todo santo (inclusive o que fala espanhol) ajuda.

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