O leitor não sabe o quanto me divirto escrevendo este blog.

Na verdade, confesso, é uma imensa terapia, uma verdadeira sessão de relaxamento, em especial quando meus desafetos, ligados ou não à OICD, ficam estressados com as minhas mal traçadas linhas.

Ontem respondi ao meu amigo, irmão milenar, William do Carmo Oliveira, conhecido no meio umbandista como “mestre” Obashanan, Yan Kaô e outras alcunhas.

Talvez a maioria não entendeu o que estava acontecendo, mas o texto de ontem é apenas um desdobramento de uma asneira que meu amigo Kaô insiste em divulgar, fazendo uma “macumba linguística” em traduzir meu nome iniciático “Ubajara” (Canoeiro) como “cobra cega” e “Arashakama“, “dijina” de um discípulo de Mestre Tashamara, como “Orixás dos Prazeres“, inclusive evocando a língua etrusca (huahauahauahau) para justificar a sua sandice.

Enfim, se quiser saber mais sobre esta imensa demonstração de ignorância, leia os textos “O Canto do Piaga” e “Tem gente de Kaô“.

No que pese o distinto “mestre” da OICD ficar por ai dando uma de culto, poliglota, consta que o sujeito não tem, ao menos, o segundo grau completo. No site do Grupo Kangoma, a sua breve biografia informa que ele esteve em “intercâmbio cultural” na Nigéria, no Egito, no Iraque e também na Irlanda mas, como tudo relacionado ao William, nunca aparece uma foto, um certificado, nada que comprove estas alegações.

Mas, enfim… um cara que. ao que consta, nem ao menos tem o segundo grau, que jamais fez um curso universitário, que mal conhece a língua portuguesa, quer passar por culto, poliglota, erudito, linguista? =/

Tenho um amigo, Mário Alberto, este sim, linguista, professor universitário, com doutorado, que consultei sobre a origem da palavra “cama” e o mesmo confirmou o que o dicionário Houaiss tentou ensinar ao Obashanan: a palavra “cama” nada tem com o etrusco e tem sua origem no latim. Então, bastaria que ao invés de ficar de “kaô”, William fosse a uma biblioteca pública e consultasse o dicionário.

Este mesmo linguista, estudioso da lingua tupi e seus dialetos, também afirmou que não há a menor possibilidade, em nenhum dialeto tupi-guarani, de se traduzir “Ubajara” como “cobra cega”.

Então, como sempre, nesta visão megalômana de William d’Ayrá, certamente herdada de seu Mestre Arapiaga (convivência é uma merda, né?) só ele quem está certo: o Houaiss, o Aurélio, o Professor Mário Alberto, todos estão errados e somente o “grande” Obashanan está correto.

Questões acadêmicas à parte, fica uma dúvida no ar quanto a competência do próprio Arapiaga, como Mestre de Iniciação, já que o meu nome, assim como o de Tashamara, foram confirmados pelo próprio.

No caso de Mestre Tashamara, iniciado e consagrado por Mestre Arapiaga, se ele deu para um discípulo um nome iniciático sem sentido, quer dizer que a falha não é dele (Tashamara) e sim do seu iniciador (Arapiaga). O mesmo acontece com o meu nome, que foi confirmado pelo próprio como já disse.

Então, diante disto tudo, resolvi simplesmente deixar de lado o Sr. Kaô, já que alguém que fica esperneando, chafurdando em sua ignorância, que não se convence nem mesmo quando há referências (coisa que ele não fornece para justificar suas asneiras), é merecedor que oremos pro sua alma e roguemos que na próxima encarnação venha com chances de terminar o segundo grau e frequentar um faculdade.

Como muito bem disse o amigo-desafeto de Obashanan, José Roberto Pereira, vulgo popularmente conhecido como “JRP” e “BK”, que conhece Yan Kaô desde criança, ele necessita de passar uma imagem que não é dele, se colocar em uma postura superior, mesmo que não haja nenhum lastro para tanto, na tentativa de apagar um passado e uma formação intelectual medíocres.

Mas, acredito que nunca seja tarde para retomar os estudos.

Basta procurar um bom supletivo, terminar o segundo grau e fazer uma faculdade, mesmo que seja uma daquelas do estilo “pagou passou”. Assim, no mínimo ele se igualará às demais “eminências” da OICD, todos com um diploma de curso superior pendurado em suas paredes.

Não que o “canudo” faça alguma diferença em termos doutrinários, ritualísticos, de postura, mas ao menos lastreia as pretensões de posar como culto e erudito e nos impede, afim de preservarmos a imagem e o esforço de anos dentro de uma Universidade, de insistirmos em asneiras sem fundamento ou referências.

Depois de terminado o supletivo, “Kaô” poderia até mesmo prestar vestibular para a Faculdade de Teologia Umbandista, apenas para ter o diploma.

Uma outra coisa que chamou a atenção foi o fato de Yan Kaô dizer que as coisas que narro aqui são “todas mentiras“. Mas como ele pode afirmar isto, sendo que não cito nomes de pessoas ou instituições, contando apenas o “pecado”, não o “pecador”.

O que será que ele afirma ser “mentira”?

A questão dos “babás” que exigiram hotel quatro estrelas, almoços em churrascarias, além de todas as despesas de viagem pagas pelo crédulos neófitos de determinado grupo umbandista de Curitiba, para o tal seminário sobre Exu?

Ou será sobre a disposição de um dos “babás”, que encheu a cara de capirinha, às custas do dinheiro e suor alheios?

Quem sabe, não seria sobre o tal “babá” que “ordenha” seus médiuns masculinos para colher o “sangue branco”?

Talvez se referia às várias contradições que exponho entre o que foi escrito e em verdade é praticado por Arapiaga, consequentemente também pelos seus puxa-sacos… ops!, discípulos, Yan Kaô incluso. Coisas que vieram do “astral”, mas que mudaram ao bel prazer e conveniência do “mestre-raiz” da OICD.

Aliás, diga-se de passagem, um dos neófitos que os tais “babás” exploraram com a churrascada, hotel de luxo e caipirinha aos litros, teve problemas financeiros sérios por conta desta patacoada e até mesmo se prontificou a fraquear algumas fotos do evento (e dos “babás” em flagrante “delito”) à este espaço.

Fiquei, realmente, curioso com esta convicção de Obashanan em desmentir, mesmo sem saber sobre quem estou falando, as informações postadas aqui. Será que ele jogou búzios e descobriu as identidades dos protagonistas? =/

Para encerrar, quero apenas dizer que eu não esperneio como “galinha de macumba”, já que, ao contrário de quem mata “dezenas de animais diversos” para seus rituais com “exus”, não sacrifico nenhum ser vivo para alimentar Exu ou Orixá, como aconteceu na OICD no último rito de “exu” que fizeram por lá. Quem alimenta KIUMBAS não sou eu e sim a turma da “escola” da qual Obashanan faz parte.

E não sou somente eu quem fala que a prática de matança e animais serve de alimento para KIUMBAS, e sim o próprio Rivas Neto em suas obras “Umbanda – A Proto-síntese Cósmica” e “Exu – O Grande Arcano“. Só estou repetindo o que o Mestre de Yan Kaô pregou por tanto tempo como “revelação do astral“.

Que “astral” estranho, contraditório, confuso é este que em menos de três anos depois de publicar conceitos “milenares”, “cósmicos”, como afirmam o suposto Caboclo que psicografou “Umbanda – A Pronto-sintese Cósmica” e o o tal “exu sr…” (que todo mundo sabe que é o tal “capa preta” que trabalha com Rivas Neto) que “escreveu “Exu – O Grande Arcano“, simplesmente muda tudo, aceita matança, Catimbó, “Zé Pilintra”, enfim, tudo que antes era proibido, maléfico, coisa de KIUMBA?

Pode ser que ele se refira ao fato do Sr. Sete Espada, autor espiritual da “Proto-síntese”, afirmar que o uso de cocares e roupas especiais é coisa de “fetichismo exarcerbado” e “fantasias carnavalescas“, mas mesmo assim o “urubatão da guia” de Rivas Neto usa cocares com pena de cinquenta centímetros de comprimento.

Acredito, Yan Kaô, que você deve deixar de lado a linguística e, além de procurar um supletivo para concluir seus estudos, reservar um canto do seu blog para explicar tantas e tantas MENTIRAS e CONTRADIÇÕES nas obras do seu Mestre, coisa que, desde que começou o papo de “convergência” e “diversidade”, nenhum dos discípulos do Arapiaga teve PEITO para vir à público fazer.

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