Não faz muito tempo, conheci uma pessoa em São Paulo (que prefere manter-se no anonimato) que narrou alguns fatos interessantes sobre a infiltração da chamada Lei de Thelema não somente nos círculos maçonicos, assim como, pasmem, no meio umbandista.
As idéias de Aleister Crowley, ocultista inglês que ficou conhecido como a “Besta 666”, “O Mago das Mil Faces” e “O Pior Homem do Mundo”, têm forte influência maçonica, portanto não é de se admirar que alguns maçons, no mundo tudo, mesmo que de forma velada, se identifiquem com a chamada Thelema, palavra de origem grega que significa “vontade”.

As bases da filosofia thelêmica é “Fazes o que tu queres, há de ser o todo da Lei” e “Amor é a Lei, amor sob vontade”.

A Lei de Thelema, em tese, determina que cada pessoa siga sua Verdadeira Vontade para alcançar satisfação na vida e liberdade das restrições da suas naturezas. Pois duas Verdadeiras Vontades não podem estar em real conflito (de acordo com “Todo homem e toda mulher é uma estrela“), essa Lei também proíbe alguém de interferir na Verdadeira Vontade de qualquer outra pessoa.

Mas, levando-se em consideração que Crowley teve envolvimento notório com orgias sexuais, drogas e rituais ligados à chamada “magia negra”, podemos concluir que apesar do verniz filosófico a idéia é, realmente, seguir a sua vontade sem restrições de nenhum tipo, inclusive as de ordem moral.

Em se falando em orgias sexuais, é oportuno dizer que Crowley dava uma ênfase importante à chamada “Magia Sexual“, sendo comum nos rituais da O.T.O (Ordo Templis Orientis), assim como na A.’.A.’. (Astrum Argentum) práticas afins tanto hetero como homossexuais.

Mas nosso objetivo com este artigo não é esmiuçar a filosofia thelêmica, mas sim falar da influência da mesma nos círculos umbandistas, em especial na cidade de São Paulo. Os leitores que desejarem aprender mais sobre a matéria podem clicar nos links disponíveis no texto, que serão direcionados à material de qualidade.

O que nos chega ao conhecimento é que em determinados circulos ditos “umbandistas”, existem rituais um tanto e quanto, digamos, pouco ortodoxos, envolvendo magia sexual.

Há o chamado “despertar do kundalini“, no melhor estilo “tantra negro“, obviamente reservado somente às discípulas mais bonitas, novas e desejáveis, assim como nos círculos “internos” ouve-se em alto e bom tom as máximas deixadas por Crowley, em especial “fazes o que tu queres“, convidando o prosélito a se libertar de suas amarras morais. Existem relatos, inclusive, de gíras reservadas de “exus” que acabaram em verdadeiro bacanal.

Aliás, diga-se de passagem, Matta e Silva, assim como Rivas Neto (em seus áureos tempos…) já mencionavam a existência de rituais semelhantes em suas obras, porém não era de meu conhecimento que este tipo de situação ainda persistiria no meio umbandista.

O que entendi pelos relato que ouvi, é que em alguns lugares, onde se mistura de tudo debaixo da capa da Umbanda, a chamada “magia sexual”, bem aos moldes do que pregou Crowley, é uma espantosa realidade, normalmente praticada em lugares acima de qualquer suspeita, liderados por pessoas de alto nível intelectual e econômico. Estas condições, obviamente, se explicam pela complexidade da filosofia thelêmica que requer um nível de cultura acima da média para a sua plena assimilação e o preço elevado das obras referentes ao tema.

Particularmente, como várias vezes expus neste espaço, acredito que a Umbanda hoje sofre de uma crise enorme de identidade, tendo suas portas abertas, ainda mais agora com este movimento do “vale-tudo”, “tudo é Umbanda”, defendido por uns e outros, à toda sorte de práticas estranhas à relgião.

Para alguns teóricos da famigerada “diversidade”, a Umbanda não passa de um monstro, à similitude do Frankenstein da escritora Mary Shelley, onde é normal, aceitável, o uso de partes de “corpos” diferentes afim de compor um novo ser.

Nesta nova leitura da Umbanda, é aceitável práticas estranhas à mesma, seja a famigerada apometria, o jogo de runas ou, por quê não, a prática da tal “magia sexual” nos melhores moldes thelemitas. Afinal de contas, tudo é “umbanda”, tudo é “grau de consciência”, tudo é permitido.

Hoje em dia, a inocência representada pelos “erês”, a força e jovialidade dos Caboclos, a simplicidade, sabedoria e humildade dos Pretos-Velhos, sem falar da alegria e proteção dos Exus, não mais são suficientes para os Umbandistas.

O milenar AUMBHANDAN, mesmo sendo o “Conjunto das Leis de Deus“, tornou-se, para alguns, de uma hora para outra, mutável, temporal, conveniente. A nossa religão, no que pese a desnecessidade de uma codificação doutrinária, pode dispensar enxertos filosóficos estranhos às suas origens históricas, em especial de ordem magístico-sexual.

Portanto, necessário é mantermos uma pureza doutrinária e as portas de nossos Terreiros fechadas a este tipo de influência perniciosa.

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Para saber mais:

Assista o filme “Chemical Wedding” no site do Templo de Brigith onde poderão ser encontradas outras obras sobre Thelema e Aleister Crowley.

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